sábado, 28 de maio de 2011

Ressurreição.

Caíram, mas não foi o fim... 
Delas virão novidades, virão novos brotos, novas flores. 
Novos frutos surgirão. 
Então... o tempo vai mudar, o vento vai bater, a chuva vai molhar. Aí o sol vem secar. 
Seca, sol, essas lágrimas que se derramou pelas folhas que nesse outono caíram.
 Leva, sol, toda angústia de ver a árvore pelada, por esse outono tardio.
 Mata, sol, todo fungo surgido pelo amor descurtido.
 Cata, sol, cada semente de esperança quase esquecida num verão doentio. 
Desperta no seio da vida o renovo da alma ferida.



2 comentários:

  1. Amadinha querida!!!! Sê tu uma benção! Bjns docins!

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  2. Maravilhoso poema! Elas sempre hão de cair; isto é inevitável. O que chamamos de perda ou caos, na verdade, é o processo natural da vida: o desfolhar para o reflorescimento. Sobre isso, tenho um presente pra ti: http://asvozesdomar.blogspot.com/search?q=folha+estradeira

    Tenha um belo fim de semana; bjs!

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