Eu não sei, apenas sinto.
Sinto meu peito abafado,
Mantenho o olhar cerrado,
Meu lábio permanece trancado.
Eu não deixo, apenas adio.
Adio com medo do escuro,
Passeio por cima do muro,
E, na dúvida, me desfiguro.
Eu não penso, apenas sigo.
Sigo um caminho difícil,
Em direção ao precipício.
Eu não falo, apenas calo.
"Abro mão da eloquência,
Temendo a consequência..."

Que lindo, Helena! Diante do mistério, do pasmo e do susto, nosso silêncio é a melhor oferta. No precipício ficamos entre a fé e o medo. Fé, nesse caso, seria fechar os olhos e jogar-se no abismo das indisponibilidades e imprevisibilidades divinas.
ResponderExcluirBjs!